Arquivo de éter

Ethereum

Posted in Uncategorized with tags , , , , , , , on setembro 21, 2009 by felipefonseca

E ainda um pouco mais do Techgnosis de Erik Davis, em tradução livre.

À medida que o mesmerismo perdia a popularidade na Europa do século XIX, ele se tornava uma verdadeira febre nos Estados Unidos. Milhares de pessoas se submetiam às mãos magnetizantes de mesmeritas andarilhos para seu reumatismo, dores menstruais, enxaqueca e melancolia.  (…) Ao mesmo tempo, mesmeritas mais sérios estavam penetrando os miríades de dimensões da consciência humana, e explorando linguagem quase eletromagnética a cada passo. Escalando um arranha-céus neoplatônico de estados alterados, pacientes mesmerizados (hipnotizados) contavam ter sentido “sensações de formigamento” ou “vibrações” fluindo através de si. Alguns experimentavam “ondas de energia” e viam auras de luz. Nos transes mais profundos, algo como consciência cósmica aparecia, à medida que a mente do paciente, dizia-se, alcançava a identidade com a própria força do magnetismo animal. Clarividência, telepatia e outras singularidades paranormais surgiam – fenômenos que o mesmerita Stanley Grimes atribuía ao ethereum, uma “substância material ocupando espaço, que conecta os planetas e a terra, e que comunica luz, calor, eletricidade, gravitação e emanações mentais de um corpo para outro e de uma mente para outra”. Perceba-se que, juntamente a forças físicas, o ethereum de Grimes também comunica “emanações mentais” – ou seja, informação.

Fluidium

Posted in Uncategorized with tags , , , on setembro 21, 2009 by felipefonseca

Ainda no Techgnosis, pp. 57/58, em tradução livre.

Sem dúvida, o mago supremo da cura magnética era Franz Anton Mesmer, conhecido hoje ora como rei dos charlatães ora como o homem que sem querer deu origem à psicanálise. Nascido em 1732, Mesmer obteve seu título de doutor pela Universidade de Viena, onde escreveu sua dissertação sobre a influência dos planetas no mundo terreno. Para explicar como as forças astrológicas poderiam produzir ação à distância, Mesmer postulou um fluido sutil que ele chamava fluidium, um meio diáfano que comunicava vibrações lunares para as marés da mesma forma que possibilitava que Venus e Júpiter ajustassem os destinos humanos. O fluidium tomava forma no conceito Newtoniano de éter, um fluido invisível que permearia o espaço e serviria como meio estático para a gravitação e o magnetismo, bem como sensações e estímulos nervosos. Para Newton, o éter servia para explicar como os corpos distantes do sistema solar comunicavam-se uns com os outros, e ao mesmo tempo livrar-se da abominável ideia de um universo em que existisse o vácuo. Mas como o próprio trabalho de Mesmer mostra, o éter também funcionava como solo intermediário para todo tipo de intuições animistas e forças ocultas que se recusavam a aceitar as engrenagens e alavancas da cosmologia mecanicista. Dado o lado alquimista do próprio Newton, isso não deveria ser uma surpresa; ele mesmo imaginava que o éter estava abundante de um espírito vital, e mesmo sua linguagem de “atração” gravitacional carregava um traço de Eros, a cola espiritual que os neoplatônicos acreditavam manter o cosmos unido.

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